terça-feira, 28 de junho de 2011

POEMAS - SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA SEXTO ANO


O universo da poesia é muito amplo e encantador e o professor é o mediador e o incentivador das crianças neste mundo da leitura. E sabemos que a leitura deve ser algo prazeroso, lúdico e bastante agradável.
Alguns educadores questionam: Para que ensinar poesia?  Como ensinar poesia? Se é necessário ter dom para ensinar?
Como educadores devemos conhecer um pouco de inspiração poética.
Por isso fiz uma sequência didática para professores de Língua Portuguesa trabalharem este gênero sofisticado e lúdico.

MARCIA LUCIA RAUBER
SEQUÊNCIA DIDÁTICA COM O GÊNERO DISCURSIVO POEMA – UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA ALUNOS DO 6º ANO



PROFESSORA ORIENTADORA IES:

Profª. Ms.Rosana Becker Fernandes

- UNIOESTE



ESCOLA DE IMPLEMENTAÇÃO:   

Colégio Estadual Professor Victório Emanuel

Abrozino – 6º ano


TEMA DE ESTUDO:

A linguagem como prática discursiva


TÍTULO:


Leitura e produção escrita do gênero discursivo “poema”: uma proposta de trabalho pedagógico


Sumário

1. Apresentação da proposta p. 5

2. Partir do conhecimento prévio dos alunos p. 6
3. Contato inicial com o gênero textual em estudo p. 7
4. Estratégias de leitura p. 9
4.1 Estudos das rimas p.11
4.2 Posição na estrofe p.11
4.3 Tonicidade p.13
4.4 Sonoridade p.13
5. Organização e sistematização do conhecimento p.15
5.1 Análise dos modelos: estudo detalhado dos elementos do gênero, suas
situações de produção e circulação p.15
5.2 Busca de informação e ampliação de repertório p.15
5.2.1 Cecília Meireles p.16
5.2.1.1 O Cavalinho Branco p.19
5.2.1.2 Bolhas p.20
5.2.1.3 Retrato p.21
5.2.1.4 É Preciso não esquecer nada p.21
5.2.2 Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho p.24
5.2.2.1 O Bicho p.26
5.2.2.2 Neologismos p.26
5.2.2.3 Andorinha p.27
5.2.2.4 Pardalzinho p.28
5.2.2.5 Porquinho-da-índia p.29
5.2.2.6 Pneumotórax p.29

5.2.3 Ricardo Azevedo p.315.2.3.1 Poema do tempo p.33
5.2.4 Pedro Bandeira p.34

5.2.4.1 Choradeira p.36
5.2.4.2 Ninho no coração p.38
5.2.5 Mário Quintana p.39
5.2.5.1 Poeminha do contra p.41
5.2.5.2 Bilhete p.41
6. Atividades de preparação para escrita de poemas p.42
6.1 Produção de poema de forma coletiva p.42
7. Usar como estratégias sugestões e perguntas anteriores à produção p.43
7.1 Revisão e reescrita p.43
7.2 Avaliação formativa para esta sequência didática p.44
7.3 Exposição do material produzido p.44
8. Atividades complementares p.44
8.1 Para jogar, pensar e desconstruir p.44
9. Referência p.48


1. Apresentação da proposta

Professor, primeiramente é necessário selar o contrato didático com seus alunos. Para isso combine regras, planeje e organize as atividades pedagógicas juntamente com os mesmos.
É importante ressaltar que o tempo de desenvolvimento das atividades é de no mínimo 3 meses, sendo empregadas de uma a duas aulas semanais, as quais demandarão pesquisas e leituras em bibliotecas, atividades coletivas e buscas em sítios da internet de outros poemas dos autores escolhidos trabalhados. As biografias já se encontram no interior desta sequência didática. De tais pesquisas resultarão trabalho de produção.
No caso específico da aplicação desta sequência, já é esperado uma série de resultados, bem como exposição de trabalhos dos alunos. Como exemplo, pode-se esperar um sarau noturno ou exposição em um final de semana para pais, professores e alunos da escola. Além disso, como sugestão vislumbrada para resultados finais, pode-se pensar em um espaço denominado “caminho da poesia” em que um dos poemas escolhidos do aluno-autor, ou uma produção coletiva realizada pela turma, venha a ser escrito na íntegra em local preestabelecido para esta situação. Isso é possível, após criteriosa seleção no meio escolar do poema elaborado nas atividades, sendo que o mesmo pode permanecer no chão pela tecnologia digital avançada, um sistema denominado adhesive print.
Esta sequência didática pelo seu caráter didático pedagógico visa trabalhar com a língua portuguesa na concepção sociointeracionista, isto é, leva em consideração autores e leitores como sujeitos da ação verbal, tanto no processo oral quanto escrito.

“Uma Sequência Didática tem, precisamente, a finalidade de ajudar o aluno a dominar melhor um gênero de texto, permitindo-lhe, assim, escrever ou falar de uma maneira mais adequada numa dada situação de comunicação. Este trabalho será realizado sobre gêneros que o aluno não domina ou o faz de maneira insuficiente; sobre aqueles dificilmente acessíveis, espontaneamente, para a maioria dos alunos; e sobre gêneros públicos e não privados.” (Dolz, Schnewly e Noverraz (2004, p. 97)

Seguindo alguns padrões sistematizados em sequências didáticas como sugerem Dolz, Schnewly e Noverraz (2004, p.95), porém adequando ao sistema educacional vigente em nossa escola, considerando ainda que as sequências didáticas contribuem para o domínio de algum gênero eleito para aprofundamentos e a sua utilização em momentos específicos da fala, da escrita e da oralidade, é o principal objetivo que direciona à composição deste material didático. A opção pelo gênero poema é devida pelo pouco que está superado e ainda, pelos conhecimentos acerca do mesmo, pois ainda não atendem nem mesmo as poucas previsões propostas nas Diretrizes Curriculares e nos Parâmetros Curriculares. Devem ser levados em consideração tais apontamentos, porque é muito pouco o que se refere ao estudo do poema nestes importantes documentos que circundam o produto e o resultado nas práticas pedagógicas.
Então, as atividades mediadas por esta sequência didática serão feitas de maneira sistemática sobre o gênero “poema” e o objetivo básico é o aprofundamento do conhecimento gerando domínio sobre este gênero. Está dirigida às 5ªs Séries ou 6ºs Anos, haja vista suas contribuições literárias destinadas à idade dos alunos da série/ano mencionada.
2. Partir do conhecimento prévio dos alunos.

Professor, para começar, investigue o que os alunos já sabem sobre o tema sobre o gênero a ser trabalhado. É o momento de pedir que cada aluno elabore um poema. Dessa produção você terá a base do conhecimento em poema por parte da classe. Analise, interaja com a classe possibilitando a socialização das produções.
Esta produção deverá ser guardada para ser comparada com a produção final para avaliar os avanços conseguidos. Sugira uma forma de guardar o poema em uma folha como uma página de álbum. Colorida e assinada reservando uma página do tipo decorada para receber em alguns meses a forma aprimorada de poema que será produzido como trabalho final no processo desta sequência didática. Professor, isto é necessário ser feito para uma comparação com o resultado final avaliado após o trabalho com a sequência didática.


3. Contato inicial com o gênero textual em estudo

A fim de favorecer o contato com o gênero a ser trabalhado, você professor deverá ajudar os seus alunos a identificar o que caracteriza o gênero “poema”. Para isso é preciso que os alunos conheçam as características do gênero, e isto pressupõe:

·         identificar diferenças e semelhanças comparando textos organizados no gênero “poema” com outros de gêneros diferentes para estabelecer diferenças;

·         estabelecer relações de comparação, ou seja, comparar textos do gênero “poema” a fim de estabelecer semelhanças e aprofundar as observações anteriores.
Leia textos para a classe em voz alta. Motive-os a ler e ouvir muitos exemplares deste gênero. Nesta sequência didática segue diversos poemas de autores brasileiros e suas respectivas biografias, pois é necessário situar o tempo e o espaço da produção verbal para que haja uma melhor compreensão dos alunos. É importante que os alunos compreendam as motivações de escrita do poeta em relação à época por ele vivida, e se possível, fazer uma menção do que ocorria no país no momento daquela criação literária. Este trabalho preconiza a historicidade de fatos e significa interdisciplinarizar acionando para a criação e a comparação existente entre os fatos.
Dessa forma, a enunciação, ou seja, o que foi dito e no momento que foi dito contribuirá para melhor compreender o poema. E ainda vale lembrar que, ao proceder dessa forma, professor, os alunos terão competência para compreender diferenças entre escrita da contemporaneidade e de épocas diversas, conhecer e, dominar o que está estudando.
Porém, professor, como você poderá perceber no trabalho com os poemas selecionados nessa sequência didática, o que foi dito sobre contexto histórico pode ser insignificante ao se tratar de poema atemporal, cujo tema abrange o âmago da vida humana, sendo que a maioria da seleção corresponde a temas desta natureza.
Portanto, não se referem a nenhum contexto histórico, mas sim no plano transcendental, que é aquele que ultrapassa à explicação da lógica formal e o formalismo da ciência, e vai além, inclusive, da imaginação.
O trabalho com poemas pode restabelecer vínculos nos sujeitos envolvidos neste trabalho pela riqueza de recursos e, principalmente pela ação das palavras. Através delas, muitas expectativas de cunho espiritual ou emocional podem sersuperadas. A palavra e o seu jogo podem construir ou desconstruir ideias, inclusive ideais. O momento da aula se faz histórico por constituir o principio da criação onde o “verbo se fez carne”. Diante disso não há como separar o homem da palavra. Foi pensando no princípio bíblico que surgiu esta abordagem, mas a real expectativa do homem está na sua edificação através da palavra e não há como separá-lo da mesma. É pela palavra que ele busca emprego, que ele namora, que ele estabelece seus vínculos. Sendo assim o poema, aqui incentivado ao conhecimento dos alunos, serve para edificar a parte mais sensível do homem, pensando neste como os nossos alunos.
O principal propósito desta sequência didática é desenvolver a competência leitora, motivando e incentivando os alunos a se superarem por meio de leitura. Neste caso o acervo de poemas. Isto possibilitará aos alunos que alcancem maior gosto pela leitura, encaminhando-os aos universos de leitura diferentes e que possibilitarão maior conhecimento do mundo. Quanto maior é o gosto pela leitura, maior será a compreensão e a interpretação do que se lê. Ou seja, que o aluno aprenda a recorrer às estratégias para poder antecipar conteúdos e propriedades dos textos que for ler, localizando informações, fazendo checagem e levantamentos de hipóteses.
Por ser uma sequência didática com o gênero poema, ela corroborará certamente para facilitar as competências ligadas aos aspectos discursivos da língua, salientando que são estas que definem o perfil do leitor crítico. Isto porque envolve a sensibilidade do leitor-aluno, de tal forma que não limitará o seu campo de envolvimento com o mundo científico que o acerca. Estes aspectos estão diretamente relacionados com a situação de comunicação em que o texto foi produzido e respondem a questões como quem é o autor; que papel social ele exercia no momento que escreveu; que pontos de vista assumiu ao escrever; que veículo ou suporte contém o texto; como e onde esse veículo circulará, ou circulou, que finalidade tem o texto, etc.

4. Estratégias de Leitura

A leitura em voz alta do professor deve ser antecedida pela exploração do título junto ao aluno, como por exemplo com perguntas: Qual é o assunto que vocês supõem será tratado nesse poema? Na falta de um título, pode ser explorado o primeiro verso do poema. Podem acionar mecanismos de interação com moldes sociais vigentes ou vivenciados em outras décadas.
Pensar ainda, a partir do mesmo sobre o que seus alunos pensam que o autor vai tratar no poema. Trata-se, professor, do antecipar o que se vai ler. A antecipação representa o reforço à reflexão. Assim trata-se de uma estratégia de leitura que propõe de modo significativo a interação do poema e do conhecimento de mundo do aluno. Ao fazer isso elencará recursos que favorecem muito a compreensão leitora do texto poético.
Em muitos poemas há palavras que podem ser difíceis para os alunos. Você, professor, deve prever possíveis dificuldades dos alunos quanto aos vocábulos do poema e informá-los dessas eventuais questões antecipadamente, para facilitar a escuta e a compreensão do que você vai ler. Explique o que é um poema e o que é uma poesia e em que consiste um verso e uma estrofe. Outra questão bastante relacionada ao assunto são as rimas. Reserve duas aulas para tratar dos tópicos citados neste parágrafo.
Vamos lá!
Antes de tudo é importante ressaltar a seus alunos que fazer um poema é uma arte. E, em que consiste esta arte? Consiste em escrever versos ou em versos. Cada linha de um poema é um verso. Então é um texto, cuja estrutura é formada por versos, estrofes e rimas. Quando não houver rimas estas são chamadas de rimas brancas. É um jogo de palavras que de acordo com o ritmo e as rimas se torna muito agradável, e aquele que diz não gostar de poemas é porque nunca sentiu o poema em sua majestade, não o estudou ou não foi envolvido pelo mesmo de alguma forma. Todavia o que mais se sobressai neste gênero textual é o poder da palavra tocar o coração por meio de figuras de linguagem capazes de transcender o ser humano.
Isso ocorre muitas vezes pela falta de oportunidade dada aos estudos do gênero poema nas escolas da rede pública e privada, primando por outros gêneros.
Diante disso, poema é o texto escrito, mas a poesia é a sensação de que há “um coração pulsando” dentro do poema, é a sua transcendência. Fazer poesia é dar entusiasmo às palavras. Isso quem o faz é o seu criador (autor/poeta) que, inspirado por seus sentimentos, sugere em seu texto (poema), sentimentos que afloram em seu íntimo, bem como: amor, raiva, angústia, beleza, fantasia, sonho, sedução. A poesia é o que eleva ou comove as pessoas. Afinal, pode se encontrar poesia não apenas em um texto, mas numa paisagem ou num quadro. Ao transmitir encanto, graça e atração, sabe-se que há poesia. Ela está sempre presente no poeta por meio do seu eu-lírico, "eu" que fala na poesia, muito utilizado em textos de gênero lírico que expressam os sentimentos do autor. Professor, busque conhecer mais sobre este assunto no seguinte endereço eletrônico, cujos exemplos denotam bem o que vem a ser o eu-lírico:

pt.wikipedia.org/wiki/Eu-lírico.
O eu-lírico também pode estar presente no leitor, ou não, pois nem todo o leitor é dotado da sensibilidade que se requer neste caso. Afinal, não há como incutir transcendentalismo em todos os seres humanos, pois nem todos os seres humanos estabeleceram vínculos com a arte ou leitura no mesmo grau. Deve ser considerado que cada pessoa é única. A plenitude individual é conquistada pelos próprios sentidos, desejos ou outras formas de plenitude.
O poema é considerado pela sua constituição o mais antigo gênero que já existiu na história da humanidade, porque as formas textuais compostas por versos, rimas e repetições, eram fáceis de serem memorizadas na música e no teatro. Assim, até mesmo muitos fatos históricos, da antiguidade, os chamados poemas épicos eram declamados em praça pública para lembrar ações do povo e, dessa maneira, não cairiam no esquecimento. Ainda vale lembrar que poesia, música, teatro e dança surgiram simultaneamente. São artes que no decorrer da história foram seguindo por caminhos diversificados. Algumas têm mais preferências a outras, mas serve apenas para lembrar que o que não é visto, não é lembrado.
Apenas se gosta do que se conhece!
Sobre o ritmo dentro de um poema é bom entendê-lo como parte do poema. Não é necessário cantar para que se encontre o ritmo, ele está ali de uma forma natural envolvido no jogo com as palavras. Por ritmo entendemos a harmonização poética.

4.1 Estudos das rimas

Em relação à rima esta pode ser classificada segundo sua posição no verso sua posição na estrofe, a sua sonoridade, a tonicidade e ainda o seu valor. Então o que vem a ser rima? Trata-se de uma homofonia (sons iguais) externa, constante da repetição dos fonemas dos versos que se seguem
Professor, a busca das classificações das rimas já está ao seu alcance. Acredito ser de muita valia que ela já esteja no decorrer da sequência. A sugestão de atividade é que busque por poemas e faça as atividades com seus alunos buscando identificar quais tipos de rima o poeta fez uso em seus poemas. Como sugestão de sítios eletrônicos, a recomendação é a seguinte:


4.2 Posição na estrofe
Cruzada ou alternada: O primeiro verso rima com o terceiro, e o segundo com o quarto (abab).
Minha desgraça não é ser poeta,
Nem na terra de amor não ter um eco,
E meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco.

(Minha Desgraça, Álvares de Azevedo)

Interpolada ou intercalada: Frequentemente usada em sonetos, o primeiro verso rima com o quarto, e o segundo com o terceiro (abba).

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro da escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.

(Psicologia de um Vencido, Augusto dos Anjos)

Emparelhada: O primeiro verso rima com o segundo, e o terceiro com o quarto (aabb).

Aos que me dão lugar no bonde
E que conheço não sei de onde,
Aos que me dizem terno adeus
Sem que lhes saiba os nomes seus.

(Obrigado, Carlos Drummond de Andrade)

Encadeada ou internas: Quando rimam palavras que estão no fim do verso e no interior do verso seguinte:

Salve Bandeira do Brasil querida
Toda tecida de esperança e luz
Pálio sagrado sobre o qual palpita
A alma bendita do país da Cruz.

Misturadas: Não tem ordem determinada entre as rimas.

A chuva chove mansamente... como um sono
Que tranquilize, pacifique, resserene...
A chuva chove mansamente... Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine...
E vem-me o sonho de uma véspera solene,
Em certo paço, já sem data e já sem dono...
Véspera triste como a noite, que envenene...
Num certo paço, muito longe, em terra estranha,
Com muita névoa pelos ombros da montanha...
Paço de imensos corredores espectrais,
Onde murmurem, velhos órgãos, árias mortas,
Enquanto o vento, estrepitando pelas portas,
Revira in-fólios, cancioneiros e missais.

(A Chuva Chove, Cecília Meireles)

Versos brancos ou soltos: São os que não tem rima.


A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
(Rosa de Hiroshima, Vinícius de Moraes)

4.3 Tonicidade
Agudas ou masculinas: Quando a rima acontece entre palavras oxítonas ou
monossilábicas.

Exemplo: Valor/Amor, és/viés

Graves ou femininas: Quando a rima acontece entre palavras paroxítonas.

Exemplo: Santa/planta, mala/sala, toque/choque.

Esdrúxulas: Quando a rima acontece entre palavras proparoxítonas.

Exemplo: Mágico/Trágico, Fábula/tábula.


4.4 Sonoridade

Perfeitas (consoantes, soantes, totais): Há uma perfeita identidade dos sons finais, assim como uma semelhança entre as últimas vogais e consoantes.

Exemplo: Fada/dourada, rosa/formosa, anil/Brasil.

Imperfeitas (assonantes, toantes, parciais): Quando, ou há identidade apenas entre as vogais finais, não havendo necessariamente identidade entre os sons finais, ou quando a sonoridade é semelhante, mas a grafia das palavras é diferente.

Exemplo: Estrela/vela, vertigem/virgem, mais/faz, seis/fez.

Pobres: Quando a rima acontece entre palavras da mesma classe gramatical.

Exemplo: Falar/amar, o calor/o sabor, bonito/bendito.

Ricas: Quando a rima acontece entre palavras de classes gramaticais diferentes.

Exemplo: Cantando/bando, mar/navegar, vagos/lagos e quem/tem

Raras: Quando a rima acontece entre palavras de difícil combinação melódica.

Exemplo: Cisne/tisne.

Preciosas: Rimas entre verbos na forma verbo-pronome com outras palavras.

Exemplo: Estrela/tê-la, Tranquilo/segui-lo.
         Seguindo as estratégias de ações para a leitura durante esta sequência didática, professor, e para iniciar este procedimento anterior à leitura, será feito da seguinte maneira:

·         Escreva no quadro as perguntas abaixo e leia-as junto com os alunos.
Depois, leia novamente o texto em voz alta e peça-lhes, ao final da leitura, que respondam àquelas perguntas.
1. Quem é o autor do texto? Como podemos descobri-lo?
2. Onde o texto foi publicado?
3. Quantos versos têm este poema?
4. Quantas estrofes há no poema?
5. Quais as palavras que rimam entre si?
É muito importante que os alunos conheçam as questões a que terão que responder, pois elas direcionarão a escuta de sua segunda leitura. E por ser este um exercício de direcionamento à compreensão, sua prática constante nas atividades didático-pedagógicas poderá incutir no aluno compreensões muito além dos muros da escola, quando ele necessitará se manifestar nas diversas atividades da sua vida em sociedade.

“(...) nas inúmeras situações sociais de exercício da cidadania que se colocam fora dos muros da escola – a busca de serviços, as tarefas profissionais, os encontros institucionalizados, a defesa de seus direitos e opiniões – os alunos serão avaliados (em outros termos, aceitos ou discriminados) à medida que forem capazes de responder a diferentes exigências de fala e de adequação às características próprias de diferentes gêneros do oral. [...] A aprendizagem de procedimentos apropriados de fala e escuta, em contextos públicos, dificilmente ocorrerá se a escola não tomar para si a tarefa de promovê-la” (PCN, p. 25).

5. Organização e sistematização do conhecimento.


5.1 Análise dos modelos: estudo detalhado dos elementos do gênero, suas situações de produção e circulação.

Professor é necessário identificar os elementos da situação da produção. Este critério define melhor o gênero que neste caso de estudo é o poema. Elementoschaves que podem contribuir para o conhecimento sobre o mesmo, bem como a sua circulação, são os seguintes:
· Quem escreve?;
· Para quem?;
· Por quê?;
· Onde circula?; e,
· O que não pode faltar?
Torna-se, com efeito, importante refletir sobre o uso e a função do poema na nossa sociedade. Os paralelos citados nesta organização concedem os dados já sugeridos anteriormente de compreensão leitora do gênero.
Quanto ao trabalho com a língua portuguesa, quando possível na análise do texto poético, podem ser destacados elementos linguísticos. Por exemplo, quando acontecer o estudo da rima, pode-se com muita propriedade efetivar um trabalho de estudo de classificação das palavras quanto à sílaba tônica, entre outras marcas características do gênero como expressões articuladoras, classes de palavras utilizadas dento do poema, tempo verbal, entre outras.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postar um comentário